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FeDal #35 e o futuro do tênis

FeDal #35 e o futuro do tênis

Um bate o forehand com muito efeito, o outro com mais potência. Um tem o backhand com as duas mãos, o outro com uma só. Um tem o jogo fincado no preparo físico e na força, como nenhum outro na história. O outro na técnica e categoria, como nenhum outro na história. Um é o inverso do outro e, exatamente por isso, se completam.

Encontraram-se pela primeira vez há quase 13 anos atrás, na Quadra Central do Crandon Park, para jogarem a terceira rodada do Masters 1000 de Miami. Ali, ninguém poderia imaginas que nasceria a relação mais intensa de todo o sempre no esporte da bolinha amarela.

Rafael Nadal e Roger Federer protagonizam a maior rivalidade da história do tênis mundial. Quando se enfrentam, são 30 títulos de Grand Slam em quadra. Desde o início, em Miami, foram 34 confrontos e parecia que nunca mais fariam um jogo como aqueles da segunda metade da década passada. Mas apenas parecia. Quando se trata de Nadal e Federer, nada está descartado. No último domingo aconteceu mais um daqueles jogos inesquecíveis.

Quando jogaram finais de torneios deste nível, Nadal costumava levar a melhor. Foram Mais um jogo de cinco sets em final de Major. Nadal sempre dominou os confrontos em finais de torneios deste nível contra Federer. O suíço só venceu o espanhol quando se enfrentaram em finais de Wimbledon, onde também já perdeu decisões para seu maior rival.

A partida do último domingo foi no Australian Open. Tudo propício para mais um título de Nadal. Mas não, não tem como prever nada quando esses dois estão em quadra. Foram quase quatro horas de muita emoção. Cinco sets, com nenhum vencendo mais de um set em sequência. Disputado do início ao fim.

Ter um primeiro Slam nesse nível, com as surpresas que aconteceram e com a dupla FeDal jogando da forma que jogaram, deixa o resto da temporada um tanto quanto imprevisível – e ainda mais aguardada pelos fãs de tênis.

O que esperar de Federer? E de Nadal? Djokovic vai voltar ao topo?Murray retornará ao tênis do último semestre da temporada passada? Tentaremos responder essas e outras questões a seguir:

Roger Federer

Roger Federer foi o grande vencedor do Australian Open 2017

Federer

Com a vitória na Rod Laver Arena, Roger Federer não só venceu o maior rival num verdadeiro “revival”, como colocou mais um título de Major em sua vasta coleção. Hoje, o suíço soma 18 títulos do Grand Slam, o maior da história nesse quesito.

Se antes já era difícil imaginar alguém superando Federer, agora fica ainda mais. É o recordista de semanas no topo do ranking, é o recordista em títulos de Slam, é o recordista em vitórias e um dos mais amados pelo público do tênis – o que mais venceu o prêmio dado pela ATP de jogador do ano, em votação aberta para o público.

E a temporada está apenas no começo. Roger ainda não fala muito sobre aposentadoria, mas pela idade e pelas lesões recentes, é bem provável que este seja se não o último, um dos últimos anos de tênis com Federer no circuito profissional.

Aproveitemos e torcemos para que ele siga jogando em seu máximo. Fará um bem enorme para o tênis e os fãs agradecem!

Rafael Nadal

O espanhol Rafael Nadal não conseguiu contrariar o tênis de Federer na final do Australian Open 2017

Nadal

Teve a chance de se juntar ao Rod Laver – quem dá nome à arena onde Federer e Nadal se enfrentaram no último épico, mas caiu diante de seu maior rival. Tendo em conta o que precedeu a essas duas semanas de ótimo tênis apresentado pelo espanhol, ter chegado na final é motivo de muito alento.

A temporada ainda está no começo e o canhoto de Malhorca com a confiança, preparo físico e o novo repertório apresentado em Melbourne, tem tudo para chegar longe mais vezes.

Roland Garros já é em Maio e o sonho de conquistar “La Decima” já é real. Se Federer chegou aos 18 Slams e ficou praticamente inalcançável, Nadal fincaria seu nome como o melhor jogador de saibro da história por muitos e muitos anos. Também ficaria quase imbatível – pelo menos quando o assunto é títulos no Slam de Paris.

Andy Murray e Novak Djokovic

Andy Murray e Novak Djokovic dececionaram no Australian Open 2017

Andy Murray e Novak Djokovic

Andy Murray e Novak Djokovic, números #1 e #2, respectivamente, decepcionaram em Melbourne. Primeiro foi Djokovic, eliminado numa partida de cinco sets para o Uzbeque Denis Istomin, ainda na segunda rodada. Uma derrota inesperada para qualquer um que acompanhe tênis – talvez até para o próprio Istomin.

Dois dias depois, o líder do ranking mundial, Andy Murray, voltou às quadras para disputar seu jogo de quarta rodada. O alemão Mischa Zverev era o adversário da vez. Dono de um bom saque e muito saque e voleio, Zverev usou e abusou desses recursos. Surpreendeu a todos e derrotou Andy Murray em apenas quatro sets.

Apesar dos dois terem se encontrado na final de Doha, na primeira semana do ano, o Australian Open foi muito decepcionante e deixa uma interrogação em como lidarão com isso. Djokovic desde que venceu Roland Garros em 2016 não tem mostrado o mesmo ímpeto, enquanto foi exatamente a partir daí que Andy Murray elevou o nível de seu jogo e chegou ao topo da ATP.

Os dois devem continuar nas primeiras colocações por mais alguns anos, mas com o circuito aumentando o nível e sabendo que conseguem vencer os dois que pareciam imbatíveis, terão mais trabalho do que de costume.

Além de que com Federer e Nadal jogando em seu máximo, como cinco, seis anos atrás, podem vencer qualquer um.

Quem ganha com isso é o tênis e os fãs do esporte da bolinha amarela. A temporada iniciou de um jeito que ninguém previu e se continuar assim trará ainda mais surpresas. Você poderá apostar todas as partidas do circuito mundial de tênis aqui, na SuperAposta, para dar ainda mais emoção!

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